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OSs envolvidas na operação Maus Caminhos doaram R$610 mil à campanha de Rollemberg

O dinheiro desviado da saúde garante ostentação aos criminosos. Eles compraram mansões, veículos de luxo, helicóptero e até avião a jato

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (20) a Operação Maus Caminhos, que investiga fraude de R$112 milhões no Sistema Único de Saúde. A investigação surgiu após análise do Tribunal de Contas da União sobre concentração atípica de repasses do Fundo Estadual de Saúde à Organização Social Instituto Novos Caminhos (INC), no Amazonas. A Revista Istoé aponta que três empresas envolvidas na Operação doaram R$610 mil para a campanha do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que pretende entregar a gestão da saúde às Organizações Sociais (OS).

De acordo com a publicação, as empresas envolvidas são a Salvare, Simea (Sociedade Integrada Médica do Amazonas) e a Total Saúde. O serviço era contratado por uma ONG que administra as unidades de saúde de Manaus sem que houvesse licitação. O Governo do Distrito Federal informou, por meio de nota, que faz editais para organizações sociais em várias áreas e que as seleciona levando em consideração critérios técnicos.

Salvare em Brasília - Foto: Artur Dantas/Brasília Blog
Salvare em Brasília – Foto: Artur Dantas/Brasília Blog

O médico e empresário Mouhamad Moustafa, preso em Manaus e apontado como líder de um esquema criminoso. O médico busca trazer a terceirização da saúde no DF, assim implantar suas OSs e atuar na região, como feito em outros estados.

Foto: Sandro Pereira
Foto: Sandro Pereira

A operação contou, ainda, com a ajuda da Controladoria Geral da União (CGU) e da Receita Federal. Em breve mais informações sobre o esquema.